sábado, 18 de fevereiro de 2012

Juriti - Varginha, MG

Hoje acordei com muita disposição e resolvi caminhar bastante para enfim, fotografar o que restou da estação ferroviária Juriti no município de Varginha- MG, onde resido. O tempo ajudou bastante, pois o céu estava limpo e o sol brilhando como nunca num típico dia de verão. Saí de casa por volta das 9 da manhã e peguei o ônibus que me deixou próximo a extinta empresa Polo Film. Lá pedi informação a um senhor que passeava pelo local, e ele com muita simpatia me explicou direitinho o caminho até a estação. Caminhei durante uns 40 minutos até encontrar as ruínas de Juriti. A estação existe desde a década de 1930 e, segundo o site Estações Ferroviárias do Brasil, na década de 1970 o prédio ainda estava de pé. Juriti margeia o Rio Verde e é repleta de lindas paisagens, possui várias chácaras e sítios particulares onde aqui as pessoas chamam de “roça”. Da estação nada sobrou, apenas a plataforma, uma estrutura de ferro e a caixa d’água.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Estação da Boa Música

Há mais ou menos três semanas me mudei do Rio de Janeiro para Varginha, cidade situada no sul de Minas Gerais. A minha diversão favorita, desde que cheguei, é assistir as apresentações de bandas locais no projeto “Quinta da boa música” que ocorre toda quinta feira na plataforma da bela estação ferroviária de Varginha. Na última quinta feira (11/08) assisti a mais uma apresentação da excelente banda “Sissibonaflá” que sempre apresenta covers das minhas bandas de rock favoritas, dentre elas Beatles, Doors, Pink Floyd, Raul Seixas entre outras. Filmei um improviso da banda que tocou “Meu amigo Pedro” do Raul Seixas enquanto um dos integrantes da banda trocava uma corda de guitarra. Editei e estou postando aqui... espero que os rapazes da banda não fiquem zangados pela postagem sem consentimento.. hehe Espero que gostem. abraços

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Primeiro Passeio




No dia 02 de agosto de 2007 fiz o meu primeiro passeio andando pela linha férrea. Peguei o trem em Ramos onde moro e fui até Saracuruna (Duque de Caxias) para de lá seguir andando pela linha até onde agüentar. Minha vontade inicial foi caminhar pelo ramal de Guapimirim, mas acabei desistindo e optei pelo ramal Vila Inhomirim mesmo, pois o considerei menos “sinistro”. Comecei a caminhada às 13h15min e seguia tranqüilo até que num determinado ponto ao olhar para trás, avistei um homem vindo rápido em minha direção. Imaginei logo, estou num trecho deserto, desconhecido e bastante humilde (puro preconceito), serei assaltado! Mas foi só o susto, o homem passou por mim e me cumprimentou. Percebi que ele estava com mais medo de mim do que eu dele.

Continuando o percurso um novo susto, quase piso numa cobra que assim que percebeu minha presença saiu em disparada se escondendo no mato fechado. Um pouco depois me deparo com o pior obstáculo até então: uma ponte. Não tive escolha e atravessei sem olhar pra baixo, pois morro de medo de altura.

Depois disso, já por volta das 13h45min chegou o ponto em que as linhas dos ramais de Guapi e Vila Inhomirim se separam, daí então segui o caminho que me levava até a primeira parada do ramal Vila Inhomirim: Morabi. Antes de chegar a tal estação foi o pior pedaço que caminhei, pois passei por dentro de uma comunidade humilde e uns sujeitos esquisitos ficaram me encarando, não sei se por apenas curiosidade ou se tinham segundas intenções mesmo. Mas esse fato me deixou meio desanimado e parei a caminhada ali mesmo em Morabi às 14hrs. Esperei o próximo trem e o peguei de volta para Saracuruna.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Colégio Cardeal Leme



Hoje posto no blog algo não relacionado a ferrovias, mas sim algo que me deixou chateado. Pois bem, depois de muitos anos, passei em frente ao colégio que eu estudei durante toda a minha infância e um bom período da minha adolescência; o Colégio Cardeal Leme (CCL), na Rua Miguel Vieira Ferreira em Ramos, zona norte do Rio (RJ). Fiquei muito desapontado em ver as condições que o antigo colégio se encontra. Conversei com um vendedor de balas e biscoitos que ainda fica em frente ao colégio e segundo ele ali no prédio do CCL funciona em um dos turnos um colégio estadual chamado Lélia Gonzáles e que se não fosse o Estado que mantém esse tal colégio o colégio que guardo em minhas lembranças não existiria mais. O muro do pátio de recreação dos estudantes desmoronou durante uma tempestade e as paredes estão pichadas e segundo o vendedor de balas, o CCL não possui mais muitos alunos como na minha época, o que faz parecer que ali ainda é uma escola é o colégio estadual. Uma pena.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Gramacho - Duque de Caxias (RJ)




Nasci em Gramacho em 1978 na extinta casa de saúde Santa Paula que existia na Av. Presidente Kennedy quase em frente à estação de Gramacho que na época ainda era o ponto final dos trens elétricos que vinham da Estação Leopoldina (Barão de Mauá) e ponto inicial dos ramais Vila Inhomirim e Guapimirim. Desde pequeno me acostumei a viajar de trem de Ramos onde moro até hoje, até gramacho onde residem meus familiares maternos.

A estação de Gramacho era chamada de Sarapuí, pois fica localizada às margens de um rio de mesmo nome e foi inaugurada em 1888. Somente nos anos 1940 mudou o nome para Gramacho.

Lembro bem da época que as composições puxadas por Locomotivas a diesel partiam dali com as portas abertas e com passageiros entrando nos vagões com o trem já em movimento. O mesmo acontecia com os trens que chegavam. Muitos passageiros já se antecipavam aproveitando as portas sempre abertas e desciam para pular para as plataformas das linhas elétricas e tentar conseguir um acento ainda vago nos vagões. Isso sem contar os passageiros “surfistas” que vinham em cima das composições e se arriscavam morrer.

domingo, 15 de maio de 2011

Museu do trem - Engenho de Dentro



Quando visitei o museu do trem em Engenho de Dentro na zona norte do Rio em 2009, fiquei mais de uma hora lá dentro e não vi uma alma viva sair nem entrar, ou seja, apesar da entrada ser gratuita e não ser muito difícil chegar, o museu permaneceu o tempo inteiro vazio. Eu acho que o museu fica meio esquecido ali perto do Engenhão e acho também que existe pouca divulgação de sua existência. Bom, tirando isso tudo, o acervo do museu é muito bom. Lá dentro se encontram vários vagões de luxo, presidenciais e imperiais, fotos históricas, além de maquetes e móveis das estações antigas e também a primeira locomotiva a rodar no Brasil em 1854 - a Baroneza.