terça-feira, 31 de maio de 2011

Gramacho - Duque de Caxias (RJ)




Nasci em Gramacho em 1978 na extinta casa de saúde Santa Paula que existia na Av. Presidente Kennedy quase em frente à estação de Gramacho que na época ainda era o ponto final dos trens elétricos que vinham da Estação Leopoldina (Barão de Mauá) e ponto inicial dos ramais Vila Inhomirim e Guapimirim. Desde pequeno me acostumei a viajar de trem de Ramos onde moro até hoje, até gramacho onde residem meus familiares maternos.

A estação de Gramacho era chamada de Sarapuí, pois fica localizada às margens de um rio de mesmo nome e foi inaugurada em 1888. Somente nos anos 1940 mudou o nome para Gramacho.

Lembro bem da época que as composições puxadas por Locomotivas a diesel partiam dali com as portas abertas e com passageiros entrando nos vagões com o trem já em movimento. O mesmo acontecia com os trens que chegavam. Muitos passageiros já se antecipavam aproveitando as portas sempre abertas e desciam para pular para as plataformas das linhas elétricas e tentar conseguir um acento ainda vago nos vagões. Isso sem contar os passageiros “surfistas” que vinham em cima das composições e se arriscavam morrer.

domingo, 15 de maio de 2011

Museu do trem - Engenho de Dentro



Quando visitei o museu do trem em Engenho de Dentro na zona norte do Rio em 2009, fiquei mais de uma hora lá dentro e não vi uma alma viva sair nem entrar, ou seja, apesar da entrada ser gratuita e não ser muito difícil chegar, o museu permaneceu o tempo inteiro vazio. Eu acho que o museu fica meio esquecido ali perto do Engenhão e acho também que existe pouca divulgação de sua existência. Bom, tirando isso tudo, o acervo do museu é muito bom. Lá dentro se encontram vários vagões de luxo, presidenciais e imperiais, fotos históricas, além de maquetes e móveis das estações antigas e também a primeira locomotiva a rodar no Brasil em 1854 - a Baroneza.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ramos




"Em 1886, com a inauguração da Estrada de Ferro Leopoldina, o capitão José Fonseca Ramos exigiu a construção de uma estação de trem em sua fazenda, uma vez que a ferrovia cruzava as suas terras. Essa iniciativa, que pretendia dar maior comodidade à sua família e agregados, fez nascer um dos mais tradicionais bairros do Rio de Janeiro". (fonte wikipédia)



Moro em Ramos desde que nasci e ainda acho que é um dos melhores bairros da zona norte, apesar da violência que suja, não só o bairro, mas o Rio de Janeiro como um todo. Lembro quando o bairro completou 100 anos, minha mãe me levou a estação para ver uma locomotiva que estava parada esperando os passageiros para um nostálgico passeio. Entramos no vagão e seguimos, se não me engano, até Brás de Pina e de lá infelizmente tivemos que voltar, pois saímos sem dinheiro e com fome. Nesta época eu já tinha um fascínio por trens e ferrovias e hoje sinto uma certa tristeza de não ter prosseguido o passeio.



Estou postando hoje uma foto da estação antiga de Ramos, esta foto foi uma das primeiras fotos ferroviárias que tirei na era da máquina digital. Qualquer dia posto umas fotos que tirei ainda na década de 90 com minha antiga máquina de filme 135. Abraços

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Surfistas de trem

Hoje posto no blog um trecho do documentário “Uma avenida chamada Brasil” do diretor Octávio Bezerra, lançado em 1988. Esse filme retrata um pouco a vida e as dificuldades da região metropolitana do Rio de Janeiro, em particular a Avenida Brasil e os bairros, favelas e municípios que existem ao seu redor. O trecho que estou postando mostra os surfistas ferroviários, conhecidos também como “pingentes” que se arriscavam a viajar em cima dos vagões. Recomendo que assistam o documentário inteiro se puderem, particularmente gostei muito, mesmo que não tenha mudado muita coisa de 1988 para cá no quesito violência e miséria o filme vale a pena.

domingo, 1 de agosto de 2010

domingo, 6 de junho de 2010

De Saracuruna até Parada Mauá - Ramal Guapimirim

Ferrovia operada pela Central Logística e Flumitrens.